sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Organização Celular

 Como regra geral, a unidade que dorma o corpo dos seres vivos é a célula. Quanto ao número de células, os seres vivos podem ser:

* Unicelulares- Formados por uma única célula;
* Multicelulares- Formados por numerosas células.
   As amebas e as bactérias, são exemplos de seres formados por uma única célula. Elas são, por tanto, seres unicelulares.
  Nós vivemos rodeados de seres unicelulares, por exemplo, nosso pai, nossa mãe, nosso animal de estimação.
  As células não são apenas as unidades que formam o corpo dos seres vivos -elas são unidades de funcionamento também. por isso dizemos que a célula é a unidade morfológica (formadora) e fisiológica ( de funcionamento) dos seres vivos.
  O estudo da função, ou funcionamento do organismo, é feito pela Fisiologia; o estudo da Forma é feito pela Morfologia, ou Anatomia. 
  Existem células de diferentes tamanhos, formatps e funções, mas independentemente dessa grande variação, podemos classificar as células em dois tipos principais: as procarióticas e as eucarióticas. Esses tipos celulares apresentam três componentes básicos: a membrana plasmática, que é o envoltório da célula, o citoplasma, material fluido preenchendo seu interior, e o material genético.  
  Na célula eucariótica, o material genético fica separado do citoplasma por uma estrutura membranosa, a carioteca ou o envelope nuclear, constituindo o núcleo. É o tipo celular que forma o corpo de certos organismo unicelulares, como as amebas, os paramécios e o plasmódio (protozoário causador malária),  e dos seres multicelulares, como fungos, plantas e animais.
   O núcleo individualizado é ausente nas células procarióticas, que são as que formam o corpo de bactérias, que são unicelulares.

              
 Célula eucariótica animal                                               Célula procariótica
Características gerais dos seres vivos

Ciclo Vital

 O ser humano nasce, cresce, reproduz-se, envelhece e morre. O nascimento, o crescimento, reprodução, envelhecimento e morte constituem o ciclo vital, o que é uma característica geral dos seres vivos. 

Definindo a Vida

Como definir "vida"?

Uma das ciências que estuda no Ensino Médio é a Biologia.
Biologia!
O que é isso? Vamos descobrir!

   Você pode descobrir boa parte do seu conhecimento examinando o significado das palavras. Em biologia, isto é muito comum.
   Você tem que saber que BIOLOGIA significa Bio= Vida e Logia= Estudo. Tudo isso quer dizer Estudo da Vida...
 Mas, para entender esse conceito, é preciso saber o que é vida...
 Vida, do Latim vita, pode ser entendida como o conjunto de características que mantém os seres em constantes atividades. Esses seres que se mantêm em constante atividade são os seres vivos.
Você conhece muitos seres vivos, vejam os exemplos abaixo:

     
Cogumelo                                                       Samambaia

os tipos de celulas


Características Gerais dos Seres Vivos

Para ser considerado um ser vivo, esse tem que apresentar certas características:
De acordo com o número de células podem ser divididas em:
  • Unicelulares - Bactérias, cianofitas, protozoários, algas unicelulares e leveduras.
  • Pluricelulares - os demais seres vivos.
De acordo com a organização estrutural, as células são divididas em:
  • Células Procariontes
  • Células Eucariontes

Células Procariontes
As células procariontes ou procarióticas, também chamadas de protocélulas, são muito diferentes das eucariontes. A sua principal característica é a ausência de carioteca individualizando o núcleo celular, pela ausência de alguns organelas e pelo pequeno tamanho que se acredita que se deve ao fato de não possuírem compartimentos membranosos originados por evaginação ou invaginação. Também possuem DNA na forma de um anel não-associado a proteínas (como acontece nas células eucarióticas, nas quais o DNA se dispõe em filamentos espiralados e associados à histonas).
Estas células são desprovidas de mitocôndrias, plastídeos, complexo de Golgi, retículo endoplasmático e sobretudo cariomembrana o que faz com que o DNA fique disperso no citoplasma.
A este grupo pertencem seres unicelulares ou coloniais:

 

Células incompletas

As bactérias dos grupos das rickettsias e das clamídias são muito pequenas, sendo denominadas células incompletas por não apresentarem capacidade de auto-duplicação independente da colaboração de outras células, isto é, só proliferarem no interior de outras células completas, sendo, portanto, parasitas intracelulares obrigatórios.
Diferente dos vírus por apresentarem:
  • conjuntamente DNA e RNA;
  • parte da máquina de síntese celular necessária para reproduzirem-se;
  • uma membrana semipermeável, através da qual realizam as trocas com o meio envolvente.
Obs.: já foram encontrados vírus com DNA, adenovirus, e RNA, retrovírus, no entanto são raros, os vírus que possuem DNA e RNA simultaneamente.

 

Células Eucariontes

As células eucariontes ou eucarióticas, também chamadas de eucélulas, são mais complexas que as procariontes. Possuem membrana nuclear individualizada e vários tipos de organelas. A maioria dos animais e plantas a que estamos habituados são dotados deste tipo de células.
É altamente provável que estas células tenham surgido por um processo de aperfeiçoamento contínuo das células procariontes.
Não é possível avaliar com precisão quanto tempo a célula "primitiva" levou para sofrer aperfeiçoamentos na sua estrutura até originar o modelo que hoje se repete na imensa maioria das células, mas é provável que tenha demorado muitos milhões de anos. Acredita-se que a célula "primitiva" tivesse sido bem pequena e para que sua fisiologia estivesse melhor adequada à relação tamanho × funcionamento era necessário que crescesse.
Acredita-se que a membrana da célula "primitiva" tenha emitido internamente prolongamentos ou invaginações da sua superfície, os quais se multiplicaram, adquiriram complexidade crescente, conglomeraram-se ao redor do bloco inicial até o ponto de formarem a intrincada malha do retículo endoplasmático. Dali ela teria sofrido outros processos de dobramentos e originou outras estruturas intracelulares como o complexo de Golgi, vacúolos, lisossomos e outras.

Quanto aos cloroplastos (e outros plastídeos) e mitocôndrias, atualmente há uma corrente de cientistas que acreditam que a melhor teoria que explica a existência destes orgânulos é a Teoria da Endossimbiose, segundo a qual um ser com uma célula maior possuía dentro de sí uma célula menor mas com melhores características, fornecendo um refúgio à menor e esta a capacidade de fotossintetizar ou de sintetizar proteínas com interesse para a outra.

Os niveis de organização das Células Eucariotas
Nesse grupo encontram-se:
  • Células Vegetais (com cloroplastos e com parede celular; normalmente, apenas, um grande vacúolo central)
  • Células Animais (sem cloroplastos e sem parede celular; vários pequenos vacúolos)

Mitose e Meiose: Os dois tipos de divisão celular!


Mitose e meiose: Os dois processos de divisão celular


Nosso organismo está sempre realizando divisões celulares. Há dois tipos de divisão celular, a mitose e a meiose, e nós realizamos tanto uma quanto outra, mas em situações diferentes. Para o estudante, é importante saber distinguir cada uma delas: mitose ou meiose?, eis a divisão, digo, a questão...Vamos ver quando e como realizamos cada uma delas.

Mitose

A mitose é um tipo de divisão celular que ocorre desde o surgimento da primeira célula do bebê (célula-ovo ou zigoto) até a nossa morte. Quando ainda estamos sendo gerados, no útero materno, é necessário que ocorra a duplicação das células a fim de formar o novo ser. A partir daí nunca mais paramos de realizar mitoses.
Esse processo é de suma importância para continuarmos a nos desenvolver, a crescer, a repor as células perdidas, como, por exemplo, ao sofrermos uma lesão na pele, ou perdermos células sanguíneas (hemácias) a cada 120 dias, etc.

A divisão da divisão

A mitose se inicia com uma célula diplóide (2n), ou seja, com o número total de cromossomos da espécie que no nosso caso são 46. Em seguida há um período denominado intérfase, em que ocorre a duplicação do material genético, para depois começar a divisão propriamente dita.
O processo de divisão é contínuo, mas para entendermos melhor a mitose, costumamos subdividi-la em fases, que são:
  • prófase

  • metáfase

  • anáfase

  • telófase
Na prófase, há uma certa "desorganização", pois a cromatina (material genético) inicia sua espiralização, transformando-se em cromossomos (contendo duas cromátides-irmãs). Há o desaparecimento do nucléolo, o rompimento da carioteca (membrana nuclear) e os centríolos migram para os pólos da célula.

Da metáfase à telófase

Na metáfase ocorre a espiralização máxima e os cromossomos encontram-se no centro da célula (plano equatorial), presos às fibras do fuso. Na anáfase, por sua vez, as cromátides-irmãs migram para os pólos opostos das células devido ao encurtamento das fibras do fuso.
Finalmente, na telófase ocorre a formação de duas células - filhas idênticas à célula-mãe (que originou todo o processo). Termina aí a cariocinese (divisão do núcleo) e inicia a citocinese (distribuição equivalente do citoplasma). Nesta etapa, reaparecem a carioteca, os nucléolos e os cromossomos voltam a desespiralizar-se.

Células sexuais

Já a meiose ocorre com a finalidade específica de produzirmos as células sexuais ou gametas (espermatozóide e óvulo). No homem, os espermatozóides se produzem à medida que são utilizados. Durante a ejaculação, eliminam-se em média 300 milhões de células.
Por sua vez, os óvulos já estão formados nos ovários da mulher desde o seu nascimento. São cerca de 400 mil, mas, normalmente, amadurece somente um a cada mês, após a puberdade.

Segunda divisão

A meiose também é dividida em etapas. Além disto, essa divisão é dupla. Na primeira divisão, ocorrem a prófase I, metáfase I, anáfase I e telófase I. Na segunda, a prófase II, metáfase II, anáfase II e telófase II.
A grosso modo, o que difere a meiose da mitose, além da formação de células com metade do número de cromossomos (n = 23), é que na prófase I acontecem subfases:
  • leptóteno

  • zigóteno

  • paquíteno

  • diplóteno

  • diacinese
Elas são importantes, pois favorece o "crossing-over", ou seja, a mistura do material genético, com a quebra e troca de pontas entre os cromossomos. Mas, por que esse fato é importante? Para favorecer a variabilidade genética, o que garante a nossa diversidade.
É importante também que a meiose seja reducional, pois durante a fecundação (união do óvulo com o espermatozóide) forma-se um novo ser com 46 cromossomos, 23 vindos do pai e 23 da mãe. Desse modo, fica garantida a perpetuação da espécie.